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O olho seco é uma doença crônica, caracterizado pela diminuição da
produção da lágrima e / ou deficiência em alguns de seus componentes, ou
seja, pouca quantidade e má qualidade da lágrima. Este distúrbio no filme
lacrimal pode produzir áreas secas na superfície ocular que facilita o
aparecimento de lesões na conjuntiva e córnea. Os sintomas são de ardor,
irritação, sensação de areia nos olhos, dificuldade para ficar em lugares
de baixa umidade como no ar condicionado, em frente do computador com a
diminuição do ato de piscar e ainda visão embaçada ao final do dia.
A doença está relacionada à exposição a determinadas condições do meio
ambiente (poluição), uso de lentes de contato, alguns medicamentos, idade
avançada, menopausa nas mulheres e doenças do sistema imunológico
(síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson e outras). Quando não diagnosticada
e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em
alguns casos, até à perda da visão.
A Síndrome do olho seco poder ser dividida de acordo com a fisiopatologia
em dois grupos principais:
1) Deficiência aquosa do filme lacrimal (DAFL);
2) Evaporação excessiva, predominantemente associada à disfunção das
glândulas produtores da parte oleosa da lágrima.
O filme lacrimal é uma fina camada composta de lípides (gorduras), mucina
e água, com funções de proteção, nutrição e lubrificação da superfície
ocular.
O olho
seco é resultado da lubrificação inadequada da superfície do olho com
produção deficiente de um ou mais componentes ou a evaporação excessiva do
filme lacrimal.
O
tratamento consiste na identificação da causa da falta da lubrificação e
uso de lágrimas artificiais que estão disponíveis em forma de soluções ou
géis e devem ser capazes de proporcionar uma película líquida sobre a
córnea que possua funções semelhantes do filme lacrimal.
Caso não
seja feito o tratamento poderá haver a evolução para uma doença séria que
é a Síndrome do olho seco. Inicialmente os sintomas de sensação de corpo
estranho podem aumentar e piorar com a dor e ardor. Poderá haver lesão na
acamada mais superficial da córnea (epitélio) e aos poucos a perda de sua
transparência com até perda de visão nos casos mais graves.
Caso
apresente qualquer um dos sintomas apresentados consulte seu
oftalmologista para ele poder identificar essa patologia. |